agosto 29, 2006


The stars are God's dreams, thoughts remembered in the silence of the night.

-Henry David Thoreau

agosto 20, 2006

Observando

São quase cinco da manhã e aqui estou eu mais uma vez no Paranal a escrever neste meu blog. Esta noite não pudemos fazer quase nada. Está uma ventania enorme e tivemos de fechar os telescópios. Estou cheia de sono mas tenho de me aguentar até as 7 da manhã. É difícil habituar-me a estar acordada toda a noite. Quando estou a observar o tempo passa super rápido, mas em dias como hoje que não podemos fazer nada, perco a conta das vezes em que olho para o relógio. Os ponteiros pararam...
Tento trabalhar noutras coisas mas a esta hora a vontade já não é muita. E tenho tanto que fazer!
Deito-me as oito da manhã e acordo as quatro da tarde. Vou directamente a cantina e tomo o pequeno-almoço/almoço/jantar. Às seis da tarde temos de cá estar na sala de controle. O que nos vale é que o Inverno está a acabar e as noites estão cada vez mais pequenas. Nem quero imaginar como deve ser longo em pleno mês de Junho, quando estamos a meio do Inverno aqui. enfim, vou parar de me queixar. Isto é só hoje....que me apetecia já estar na cama!
Ainda há pouco fui até à plataforma e pus-me a andar de um lado para o outro. A pouco e pouco os olhos acostumam-se à escuridão e começo a ver formas à minha volta. Passados uns minutos vejo mais estrelas no céu do que em todos os céus que vi até hoje. Este lugar é realmente espectacular. Uma pessoa sente-se minúscula no meio dum deserto tão vasto e dum céu tão escuro. Relembro-me constantemente da sorte que tenho em poder estar aqui e do quanto vale lutar por um sonho.

agosto 08, 2006

We are not free

In a world full of problems, can we come upon a state in which problems do not exist? Can we look at everything which thought has put together, as the past, the traditions, the form, the body, the senses, the feelings—everything. Can we be aware that our consciouness as we know it is the essence of disorder?

We are not free. Is it possible to observe that fact without making a problem out of it? Is there one insight, one comprehension that will bring about a total pychological revolution in each one of us? What is the action in which there is no contradiction, no regret, no reward or punishment? In other words, can we come upon the whole of life and see its great beauty?

Can we step out of something ordinary into something extraordinary?

-J. Krishnamurti